Procurando cinema na rede?

Thursday, May 28, 2009

Uma Noite no Museu 2


(Night at The Museum, EUA, 2009)

Hoje tive a sorte de ter o último horário na faculdade cancelado. Resolvi seguir direto para o trabalho, e no caminho tinha um shopping. Ora, porque não almoçar no shopping? Melhor ainda, porque não ver um filme na sessão do meio-dia?
Grande ideia! O filme era Uma Noite no Museu 2.

Só sinto por estar sozinha na sala, porque não tinha com quem rir. Quase chamei o projetista pra descer e assistir lá de baixo!

Uma Noite no Museu 2 é a continuação da história do Museu de História Natural de Nova York, no qual todas as peças ganham vida durante a noite graças a um artigo egípcio mágico. Seria bobagem se o filme se levasse a sério, mas não é o caso.

Nesta sequência, o ex-guarda noturno Ben Stiller é chamado ao resgate de seus amigos de cera que foram transferidos para um museu em Washington. Só que ele agora é um empresário de sucesso que não consegue parar de atender ao celular e não se sente mais feliz com o que faz. Daí entra a parte que não pode faltar em filme de hollywood: se eles não te falarem qual é o segredo da felicidade, o filme está fadado ao fracasso. É tipo uma lenda urbanda, mas enfim...

O museu em Washington é o maior do mundo, com tantas personalidades malucas quanto a história da humanidade poderia ter criado. Juntos, Napoleão, Darth vader, Al Capone e tantos outros vilões juntos lutam para trazer das trevas um exército que vai dominar o mundo.

Os roteiristas Robert Ben Garant e Thomas Lennon conseguem ligar personagens tão distantes e vindos de contextos tão diferentes pelo maniqueísmo do qual todas as culturas são vítimas. Os bons contra os maus é sempre uma opção segura. Porém, o bacana do filme são justamente as piadinhas acerca da visão que temos de cada uma dessas personalidades.

O ponto alto do filme, para mim, são os quadros e pop arts famosos ganhando vida e Abraham Lincoln levantando de seu trono.

Uma Noite no Museu 2 não é qualquer obra prima nem busca passar qualquer mensagem nova. Mas é um bom produto de entretenimento, que pode ser uma boa pedida no horário do almoço ou numa sessão com amigos no fim de semana.

Wednesday, May 20, 2009

Os mesmos blockbusters



Esta semana me convenceram a assistir os dois blockbusters em cartaz, X-Men Origins Wolverine e Anjos e Demônios. Os dois parecem não ter nada em comum em termos de enredo e gancho narrativo, mas suas bilheterias não deixam de depor a favor de suas semelhanças.

Blockbusters o são por motivos não tão variados. O primeiro deles é o maniqueísmo do enredo. Há sempre um vilão e um mocinho. Eles não possuem nenhuma característica em comum e o mocinho sempre (sempre mesmo) vence. As cenas devem provocar o choque, seja por efeitos digitais, explosões, sangue jorrando ou pela correria contra o relógio. Sem elas, não existe um filme arrasa-quarteirão.


Também a trilha sonora dos blockbusters deve instigar a tensão, provocar expectativa, causar comoção e/ou susto. Sem músicas em tom de suspense crescente também não se tem um filme de grande bilheteria. E, finalmente, para fechar a receita, coloque dois ou mais atores minimamente conhecidos e um extremamente famoso. You´ve got yourself a hit!

Não sou contra blockbusters, nem anti-americana ou qualquer um desses clichês de rebeldia, mas depois que se assiste Fellini, Almodóvar, Hitchcock ou qualquer outro diretor e roteirista um pouco mais sofisticado, fica difícil apreciar filmes tão previsíveis.

Se você ainda tem espaço no repertório para mais uma história de herói contra vilão, mocinha sendo salva a segundos de uma tragédia e final totalmente conhecido, vá ao cinema mais próximo. Qualquer sala. Vai estar passando lá.

Veja no Críticos.com - Anjos e Demônios

X-Men Origins Wolverine - site oficial

Tuesday, May 19, 2009

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada



(Dan in Real Life, EUA, 2007)

A primeira vez que assisti a Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada (mais um título em português que estraga o contexto do filme), acreditei estar frente a um belo filme sobre os valores reais da vida. O protagonista é um desacreditado que é tomado de surpresa por acontecimentos que o fazem dar valor ao que tem. Sempre bom ver esse tipo de filme, só pra elevar um pouco que seja o otimismo.

Porém, um ano depois, aluguei o DVD para ver novamente. E o encanto desapareceu. Steve Carell convence fora da comédia pastelão, mas ainda nos faz rir em momentos inapropriados. Juliette Binoche é mesmo maravilhosa, mas fica à vontade até demais, e se perde da legitimidade de uma situação embaraçosa (que é a do filme).

Além disso, qualquer um concordará que não existe um encontro de família tão tranqüilo, divertido, feliz e leve como aquele mostrado no filme. Simplesmente não é real, e todos sabem disso. Até que seria ótimo, mas não. Não cola.

Dan in Real Life tem os seus méritos, claro. É uma história gostosa de assistir, com tiradas geniais de humor. Afinal, percebi que talvez eu tenha levado o filme muito a sério da primeira vez. Ou talvez o próprio filme é que se leve a sério demais.

Dan in Real Life

Alugue pela internet

Assista ao trailer

Tuesday, May 5, 2009

Mostra Documentários de Busca no Cine Humberto Mauro



Começou ontem no Cine Humberto Mauro a mostra Documentários de Busca, que vai apresentar até o dia 12 de maio, terça-feira que vem, quatro documentários brasileiros.

Os escolhidos retratam uma fase de assimilação por parte dos documentaristas brasileiros de uma tendência mundial do cinema de documentário: o universo pessoal do realizador (es) assumindo papel de destaque na narrativa.
Para a mostra do Cine Humberto Mauro, os representantes desse recorte sobre o cinema brasileiro são:

Um Passaporte Húngaro, de Sandra Kogut;
33, de Kiko Goiffman;
Edifício Master, de Eduardo Coutinho;
e O Prisioneiro da Grade de Ferro, de Paulo Sacramento.

A mostra está sendo realizada com o apoio da Programadora Brasil, uma distribuidora de filmes brasileiros com mais de 300 títulos disponíveis em acervo para suprir,especialmente, as demandas de cineclubes e locais de exibição sem fins comerciais.

Evento: Mostra Documentários de Busca – Programadora Brasil
Local: Cine Humberto Mauro
Data: 4 a 12 de maio
Entrada Franca
Balcão de Informações: (31) 3236-7400.
O Balcão de Informações funciona das 14h às 21h

Confira a programação completa da mostra

Thursday, April 23, 2009

Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro




Foi ao ar na última terça-feira, 14 de abril, a 7ª edição do Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, transmitido pelo Canal Brasil. Marília Pêra e Daniel Filho foram os hosts e já inciaram os trabalhos enfrentando uma pane nos teleprompters; a primeira de algumas gafes que o cerimonial cometeu. Artistas que entraram para anunciar prêmios, como Rodrigo Santoro, não tinham sido preparados para a aparição e alguns perdidos chegaram a zanzar pelo palco à procura do microfone. Tudo levado na onda do “tamo em casa”, principalmente pelo humor espontâneo (de improviso) de Daniel Filho.

O tema da festa era a música no cinema, em homenagem ao centenário de Carmen Miranda, a luso-carioca que nos levou a Hollywood, e aos 50 anos da morte do maestro Heitor Villa-Lobos, que fez grandes parcerias póstumas em trilhas sonoras. O cineasta Nelson Pereira do Santos foi o homenageado da noite por sua obra completa e inquestionável relevância para a história e a evolução do cinema no Brasil. Em seu discurso, o maestro lembrou o colega Orfeu da Conceição, outro ícone e artista que dá nome ao prêmio que é entregue pela Academia.

A lista dos vencedores do Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro traz surpresas e algumas marmeladas. A maior delas com certeza foi Linha de Passe, que saiu do auditório de mãos vazias. A maior gafe da Academia esse ano. Impossível entender como uma edição que homenageia Nelson Pereira, o cineasta que trouxe o povo para as grandes telas, deixa um filme tão realista quanto o de Walter Salles e Daniela Thomas sem subir ao palco.

Meu Nome Não é Johnny, a maior bilheteria do cinema brasileiro em 2008, levou quatro premiações (Melhor Ator, Atriz Coadjuvante, Montagem de Ficção e Roteiro Adaptado), mas perdeu o Melhor Longa-metragem de Ficção para Estômago, que não teve nem metade de seu público. Talvez por esse mesmo detalhe, as grandes surpresas tenham vindo do filme de Marcos Jorge (estreante em longas-metragens), que levou cinco premiações, em categorias de igual destaque: além de Melhor Longa de Ficção, Melhor Longa de Ficção pelo Voto Popular, Melhor Roteiro Original, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Direção.

O momento mais emocionante do Prêmio Vivo foi justamente o discurso de Babu Santana, o preso Bujiú em Estômago, que lembrou suas raízes no grupo “Nós do Morro” e ofereceu o prêmio à mãe: “A senhora sempre quis que eu segurasse um diploma. Espero que esse prêmio também seja motivo de orgulho”. Outra mãe que subiu ao palco do Prêmio Vivo foi a da atriz Leandra Leal, que não pôde comparecer à cerimônia para receber o prêmio de Melhor Atriz de 2008 pelo filme Nome Próprio. Ela leu o discurso que lhe foi ditado pela filha pelo telefone.

Ensaio Sobre a Cegueira levou categorias menos expressivas como Melhor Maquiagem e Efeito Visual, e também de maior importância como Direção de Fotografia e Direção de Arte.

O prêmio de Melhor Longa-metragem de Animação foi recebido como menção honrosa pelo filho único do gênero produzido em 2008, O Garoto Cósmico. Já o Melhor Longa Infantil foi para Pequenas Histórias, de Helvécio Ratton. Chega de Saudade, de Laís Bodanzky, teve que se contentar com o Melhor Figurino. Já Os Desafinados, de Walter Lima Júnior, com a Melhor Trilha Sonora de Wagner Tiso. Os documentários também foram bem representados com O Mistério do Samba levando o Melhor Montagem e Melhor Documentário.

Monday, April 6, 2009

Amarcord



(Amarcord, Itália, 1975)

Frederico Fellini amou o homem em sua integridade: em sua plenitude e também em suas misérias. Em Amarcord, o diretor, que criou o adjetivo felliniano para o cinema, demonstra toda a sua paixão pelo ser humano ao recordar memórias, reais ou fictícias, de sua vila natal, Rimini, na Itália. O título vem do dialeto falado nessa cidade, e traduz-se justamente em “eu me recordo”.

O filme se passa na década de 1930, período marcado pelo fascismo de Mussolini e pelo ufanismo italiano. A Itália buscava uma identidade nacional, uma unificação definitiva de seu território após séculos de disputas. O único meio encontrado pelos italianos foi se render a um governo ditatorial, que impusesse a identidade e o amor à pátria. Assim, Amarcord retrata o fascismo em cenas como a do professor que, sentado atrás da grande mesa no centro da sala, exalta o ditador e a pátria italiana.

Fellini decide produzir um filme com essa temática em 1973, justamente pelo contexto político e econômico em que se achava a Itália. O chamado “parlamentarismo de sabão”, totalmente corrompido, a máfia que dominava a população impondo as próprias regras e a confusão política começam a trazer o sentimento generalizado de que talvez um outro Mussolini pudesse novamente colocar ordem no país.

O diretor busca então relembrar a seus compatriotas as mazelas, o medo, e o ridículo que foi o período fascista. A figura do chefe de Estado em Amarcord é ridicularizada por sua estatura e por suas proezas nada heróicas, como atirar em uma vitrola. Este é o estilo de Fellini, acreditar na força do ridículo como poder revolucionário e desmoralizante, assim como Rabelais acreditava.

Em Amarcord, Frederico Fellini traz personagens tão caricaturais que sequer trocam de roupa ao longo do filme. Titta, o garoto em torno de quem a história da vila gira, nos apresenta a cidade, as pessoas e as situações mais rotineiras e também as mais impressionantes. Sua família, a típica família italiana como a imaginamos, protagoniza a cena mais neo-realista do filme, em que todos se sentam à mesa para comer. Na escola, os professores são feitos de bobos por ele e seus colegas. Assim também acontece no momento da confissão na Igreja. Eventos e rituais que marcam a vida de Rimini ao longo do ano que a podemos acompanhar em Amarcord.

Amarcord, eu me recordo, traduz uma das principais idéias do diretor Frederico Fellini. Para ele “quem não tem memória, não cria”. E assim ele utiliza seu passado romântico como matéria prima para situações que, como defendia, não foram exatamente vividas por ele, mas poderiam ter sido.

Thursday, April 2, 2009

Ele Não Está tão a Fim de Você


(He's Just Not That Into You, EUA, 2009)

Achei que finalmente iria ver algo novo. Mas a quem eu queria enganar? Um filme com tantos famosos não pode arriscar ser diferente. Acabou sendo realmente um livro de auto-ajuda que virou filme. Não me leve a mal, claro que é divertido e claro que são boas 2 horas de entretenimento. Mas a mensagem é a mesma de todas as outras comédias românticas: calma, seu final feliz também vai chegar. Quer mais auto-ajuda do que isso?

O início é interessante. Como mulher, ouvi finalmente alguém dizer a verdade sobre os homens que nunca ligam: ele não está a fim de você. E depois, como uma grande contradição, voilá, eles ligam e todas as mulheres terminam com finais felizes. Ok, duas delas terminam sozinhas e felizes, mas claro que quem importa não são elas. E sim as que terminam casando, namorando, ou ouvindo várias promessas.

Estou parecendo amarga, né? Ah, não é isso... É só que o filme tinha me deixado curiosa justamente porque o imaginei sendo uma comédia romântica rebelde. Mas enfim... Se você gosta de comédias românticas (como eu... ops!) assista, pois essa é no mínimo divertida!

Site do filme:

www.hesjustnotthatintoyoumovie.com/

Onde está passando em BH:

BH Shopping

Cineart Cidade

Cineart Del Rey

Cineart Itaupower

Diamond

Pátio Savassi